quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NO REINO DE "LIBERTAS"

No âmbito do núcleo Gerador “Direitos e Deveres”, do DR1 “Liberdade e Responsabilidade Pessoal”, da área de CP, foi-nos proposto, em grupo, que redigíssemos um conto relacionado com o tema.

Através deste conto queremos demonstrar que a noção de liberdade pode ser bem diferente, consoante os valores, a educação e a sociedade, em que cada um se insere. Quando não temos conhecimento dos nossos direitos não podemos exigi-los, quando não sabemos distinguir a diferença do bem e do mal, não conseguimos responsabilizar-nos pelo que de certo ou errado fazemos. Este conto vai retratar que apesar de existir quem viva sem opção de escolha e se sujeitem àquilo que lhes oferecem, há sempre a possibilidade de lutar e tentar mudar. Vai mostrar-nos que a liberdade de cada um tem como base, acima de tudo, o respeito pelo outro, que a acção de cada um irá repercutir no outro. Assim, para vivermos bem, em comunidade, não podemos pensar e agir como reis e senhores, que apenas fazem cumprir ordens e regras, que apenas temos direitos e nunca obrigações.





O REINO DE “LIBERTAS”

Há muito, muito tempo, no reino de “Libertas”, existia um rei de seu nome “Tiranus”. Neste Reino, de rara beleza, vivia um povo trabalhador e humilde, que nunca questionava as decisões do seu Rei.

“Tiranus” era avarento, vaidoso e guloso, gostava de ostentação e riqueza.

Este rei que era muito, muito esperto, apesar da miséria em que o seu povo vivia, conseguia convencer de que o seu reino era o exemplo da harmonia, felicidade e bem-estar.

Quando visitado por outros reis, Tiranus, envaidecido exibia toda a beleza e riqueza do seu reino.

Dos muitos passeios, que o rei fazia pelo seu reino, existia um que lhe dava especial prazer, que era observar as aldeãs a ceifar. Num desses passeios, dado o fraco carácter que possuía, o rei estuprou uma jovem aldeã, Vitória, ceifando a sua pureza.

Algum tempo depois, Vitória descobriu que esperava um filho. De imediato contou a seus pais, que revoltados, não acreditaram que o filho que carregava no ventre era do rei. Envergonhados e sem saber como enfrentar o povo da aldeia expulsam-na de casa.

Completamente sozinha e desamparada, Vitoria, decide falar com o rei, pedir-lhe ajuda, sabendo no entanto do seu fraco carácter, do seu egoísmo e irresponsabilidade.

Mesmo assim, com toda a sua irresponsabilidade e egoísmo, sendo Vitoria uma jovem muito bela, o rei ponderou e entregou-lhe uma jóia valiosíssima, para que vendesse, podendo, assim, sustentar-se a si e ao seu filho, mas ordenou que abandonasse de imediato o reino e jamais regressasse.

O tempo passava e tudo corria normalmente, o rei mandava, os aldeões obedeciam, nada perturbava a aparente paz e beleza daquele reino, tudo continuava na mesma.

Até que um dia apareceu no reino “Libertas”, um jovem forasteiro de seu nome “Domus”, que conforme avançava pelo reino ia reparando na extrema pobreza em que o seu povo vivia. Este forasteiro ao deparar-se com a extrema beleza e riqueza natural, não compreendia como os aldeões poderiam viver em tamanha pobreza.

O jovem “Domus” começou a ficar indignado, ali, no mesmo reino, lados tão opostos, tanta riqueza e ao mesmo tempo tanta pobreza e um povo que vivia tão oprimido.

Nessa mesma noite, Domus juntou-se aos aldeões na taberna da aldeia e questionou-os sobre a forma de vida que levavam. À medida que a noite e a conversa avançavam, os aldeões tomaram conhecimento de que noutros reinos não se vivia tamanha pobreza e opressão. Passadas algumas noites na taberna junto com o jovem Domus, os aldeões perceberam que tinham que fazer algo e lutar pela sua liberdade.

Entretanto foi chegando aos ouvidos do rei, rumores, de que havia chegado um forasteiro ao reino que conspirava contra si e questionava os seus métodos de governar.

O rei, irado, ordenou aos seus guardas a prisão do forasteiro.

O povo, que já estava revoltado com o seu rei, organizou uma rebelião para soltar o jovem Domus.

O rei, completamente possesso, resolveu fazer do jovem um exemplo e ordenou que fosse executado em público.

No dia da execução, o povo que finalmente tinha percebido o quanto o rei era tirano e sem sequer questionar o que lhes poderia acontecer, uniu-se para salvar aquele que lhes tinha aberto novos horizontes.


Conseguindo os seus intentos, o povo libertou o jovem e completamente enraivecido tentou linchar o rei. O jovem de imediato se impôs perante a multidão, não permitiu que fizessem mal ao rei e gritou:

Domus:
– Parem, Parem! Pois se continuardes sereis tão tiranos quanto ele!

O rei, surpreendido com tamanha clemência, olhou-o nos olhos e questionou-o:
– Afinal quem és tu, que tens a audácia de desafiar-me, colocando o meu povo contra mim?

Domus:
– Cala-te rei tirano! Como ousas tratar como teu algo que não te pertence?

Rei:
– Meu povo, sim. Pois sou eu que o sustento e o protejo.

Domus:
– Chamas proteger, expulsar uma mulher que tu usaste a teu belo prazer, e quando se tornou um estorvo e um incómodo, tentaste comprar e expulsas-te deste reino?

Rei:
– Que dizes tu?

Domus retirando a jóia que o rei havia dado a sua mãe e exibindo-a:
– Reconheces?

Rei, atónito:
- Mas… Como é possível? Essa jóia…

Domus:
– Esta jóia foi a que deste a minha mãe para se ir embora deste reino e nunca mais voltar!

O povo ao perceber que aquele jovem, em quem depositaram tanta confiança, era afinal filho bastardo do rei Tiranus, recuou indignado. Pensaram, então, que Domus apenas os tinha usado para se vingar do rei, seu pai.

O jovem dirige-se ao povo e diz: - Não, eu não sou igual a meu pai. Não fui criado com ele, mas sim com pessoas de bem, que me ensinaram a distinguir o bem do mal, o certo do errado. Deram-me liberdade de escolher, e me responsabilizar por todos os meus actos, sem ferir ou prejudicar ninguém.

Povo:
– Como poderemos acreditar em ti?

Domus:
– Não peço que acreditem em mim! Apenas vos peço que sejam responsáveis e conscientes daquilo que podem ser e fazer com a vossa liberdade! Pois, prometi a minha mãe lutar para que o seu povo, que um dia a viu partir, não mais vivesse oprimido e na miséria nas mãos de um rei tirano.

Domus conseguiu conquistar a confiança do povo de Libertas, e foi eleito líder daquele reino, que deixou de ser governado por um rei e senhor, que manda e desmanda sem prestar contas a ninguém. Domus fez o povo perceber, a necessidade de existirem regras e obrigações, sem no entanto cada um deixar de usufruir de direitos ou regalias. Domus fez o povo perceber, que todos eram um só, com um mesmo objectivo, o de cuidar e zelar por aquele reino, que era nada mais nada menos que a casa deles.

E foi assim no novo reino de “Libertas”… e o seu povo nunca esqueceu que:

“ Não fazemos o que queremos, no entanto somos responsáveis pelo que somos.” – este foi o seu lema.


Autores:

Elisabete Gonçalves
Madalena Dias
Andreia Cruz
Maristela Morais
Cristiana Cruz
Laurentina Barbosa

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alimentos transgénicos / Agricultura biológica

No dia 7 de Julho tivemos a apresentação da palestra “Alimentos transgénicos/Agricultura biológica”, pela Dr.ª Sofia Lobo da Fundação Biológic@, que nos explicou as vantagens da agricultura biológica.
Destacam-se a não utilização de adubos artificiais, melhoria da fertilidade dos solos, a biodiversidade e um melhor uso dos recursos hídricos.
A agricultura biológica visa essencialmente, a obtenção de alimentos de qualidade, a melhoria e preservação do ambiente, a valorização dos recursos locais e a dignificação do agricultor, traduzindo-se tudo isto num empreendimento para uma vida mais saudável a nível mundial.
Em relação aos alimentos transgénicos, embora haja aspectos positivos como, o aumento na produção de alimentos, a alteração do valor nutricional dos alimentos, o desenvolvimento de espécies com características desejáveis e a maior resistência dos alimentos ao armazenamento por períodos maiores, prevalecem no entanto os aspectos negativos como o aumento dos sintomas de alergia, maior resistência a agro tóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais, o aparecimento de novos vírus, a eliminação de populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas, o empobrecimento da biodiversidade, o desenvolvimento de ervas daninhas muito resistentes que podem causar novas doenças e o desequilíbrio da natureza, o desconhecimento das consequências da utilização dos alimentos geneticamente alterados a longo prazo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Debate Educacional: "A Internet: Perigosa ou Segura, a Escolha é Tua!"

“ A Internet: Perigosa ou Segura, a Escolha é Tua!”, foi o tema do debate realizado no dia 17 de Abril no CTIMM, que contou com a participação de encarregados de educação, professores e comunidade escolar.

A Internet é algo de extraordinário e positivo, abriu-nos as portas à informação, comunicação e a um sem número de serviços que jamais os nossos antepassados sonhariam ter. No entanto, quando algo de tão extraordinário surge, e devido ao fácil acesso que todos podemos ter, é óbvio que surjam também coisas negativas. Algumas sem importância relevante, outras que podem ser muito graves, devendo portanto requerer alguns cuidados. Quando se trata de crianças e jovens é importante o papel dos pais e professores, de forma a alertar sobre o que é perigoso ou ilegal.

Neste debate alguns dos perigos mencionados foram:

  • O visionamento de material impróprio, como por exemplo: pornografia;
  • A violação de privacidade;
  • O incentivo à violência e ao ódio;
  • A violação da lei;
  • Drogas;
  • Encontros online com pessoas desconhecidas e pouco recomendáveis.

Uma forma de minimizar estes perigos, foi aconselhado neste debate, é que os pais comecem por conversar abertamente com os filhos, alertando-os sobre os aspectos negativos da Internet. Ficou, no entanto, também focado quanto à dificuldade dos pais abordarem este assunto, dado muitos deles não terem qualquer conhecimento e domínio sobre o mesmo. Orientar é certamente o melhor caminho ao invés de proibir, daí ser importante também o papel dos professores, que em complemento com os pais, poderão ensinar as crianças e adolescentes, na medida do possível, a lidar com determinadas situações com que se deparem. É também aconselhável que o computador, nas nossas casas, não fique em locais considerados de privacidade, como por exemplo, no quarto, é mais adequado e seguro que fique em lugares comuns a toda a família e com o ecrã à vista de todos.

Foram aqui escutados alguns depoimentos de crianças e adolescentes, que de uma forma geral, estavam conscientes dos perigos da Internet, e que esta só seria insegura ou perigosa se assim o quisessem.

Devemos, então, estar conscientes dos riscos e estar minimamente informados de como os prevenir ou minimizar, orientando as actividades das crianças e adolescentes na Internet, uma vez que estão particularmente em risco e utilizam o computador, indiscriminadamente, sem qualquer supervisão familiar.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Palestra –“ Conservação e Preservação do Património”

Dr.ª Carla – Arquivo Histórico Municipal

Dr.ª Sónia – Reitoria da Universidade do Porto


No dia 6 de Março de 2009, no âmbito do Núcleo Gerador 5 (Dr4), da área de CP, tivemos oportunidade de participar numa palestra sobre a conservação e preservação do património.

Nesta palestra, tomamos conhecimento quanto ao conceito e objectivos da conservação de documentos. Foram-nos dados alguns exemplos de cuidados a ter com o manuseamento dos documentos, a fim de se evitar a sua deterioração.

Ficamos a perceber que, a digitalização dos documentos facilita a sua consulta e evita que os mesmos, em suporte de papel, sejam deteriorados. No entanto, sua prova existencial passa sempre pelo documento em si.

Foi-nos dado a conhecer que o Arquivo Histórico do Porto existe desde 1980, o qual veio suceder o Gabinete de História da Cidade. Ele tem como objectivo conservar a documentação, de carácter histórico, produzida pela autarquia portuense. Podemos encontrar aqui, também, arquivos de origem privada e colecções.

Neste Arquivo podemos contar com vários serviços, tais como:

  • Leitura e Informação
  • Reprografia
  • Conservação e Restauro
  • Extensão cultural e educativa

Esta palestra, foi interessante, com ela ficamos a perceber a importância do conservar e preservar, já que, é a única maneira de mantermos vivo as memórias do passado.

Tertulia - "A Eutanásia"

A turma EFA N1 foi desafiada a organizar uma tertúlia, alusiva ao tema “Eutanásia”.

Para a preparação desta tertúlia, decidimos visionar o filme “Mar Adentro”, cuja história retrata a vida do marinheiro Ramon Sampedro, que depois de um acidente no mar fica tetraplégico e luta durante 28 anos pelo direito à eutanásia.

Depois dos trabalhos de bastidores, ou seja, pesquisas sobre o tema, elaboração de perguntas para os convidados e toda a preparação técnica, chegou finalmente o dia da nossa tertúlia.

Começamos por fazer as apresentações, e de seguida projectamos um pequeno excerto do filme “Mar Adentro”. Projectamos também algumas frases pronunciadas por Ramon Sampedro, aquelas que entendemos ter um significado mais profundo, aquelas que melhor retratavam o estado de espírito da personagem.

Feita a introdução deu-se início ao debate, convenientemente moderado pelas formandas, Laurentina e Deolinda. As questões foram colocadas e comentadas, gerando alguma discordância entre os participantes. Alguns deles demonstraram uma posição bem definida, a favor da eutanásia, outros, a maioria, acabavam por divergir dependendo da posição ocupada ou da pessoa que é atingida.

Entre outras, foram comentadas as frases “a vida assim não é digna para mim” e “ a vida é um direito, não uma obrigação”. Dada a necessidade do Homem satisfazer as suas necessidades mais básicas, o medo de ser um estorvo ou a revolta e vontade de dizer não ao novo estado, leva a pessoa a pedir o direito a morrer com dignidade.
Mas… a morte será digna?
E viver? É um direito, não uma obrigação?
E aquelas pessoas que não vivem com dignidade, vivem em sofrimento, não sendo, contudo, doentes terminais ou dependentes de terceiros e têm vontade de morrer?

Terá o Homem direito a decidir sobre a vida e a morte?











sexta-feira, 8 de maio de 2009

Visita a Miranda do Douro

No dia 21 de Fevereiro as turmas dos cursos EFA foram fazer uma visita de estudo, para realizar um trabalho para a aula de CP sobre Património Nacional e Cultural. O lugar escolhido foi Miranda do Douro, uma cidade da província de Trás-os-Montes, do distrito de Bragança. Está situada na parte mais a sul da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e escarpado. Miranda foi uma cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se mudou para o actual de Miranda.
Com as guerras entre os Lusitanos e os Árabes esta cidade foi tomada e destruída, de forma que no tempo do conde D. Henrique estava em completo estado de ruína e quase deserta. Foi nesta lastimosa situação que D. Afonso Henriques a encontrou, vendo-a com importância militar e estratégica, por ser fronteiro aos turbulentos Leoneses com quem teve furiosas lutas, tratou de a tornar uma praça de guerra, construindo um forte Castelo e uma pequena cerca de muralhas.
Passados longos anos quando o Rei D. Dinis subiu ao trono em 1279, a fortaleza de Miranda estava bastante deteriorada, quer pela sua má construção quer pelas contínuas guerras com os Leoneses, e o rei mandou reconstruir a povoação dando-lhe novo ser.
Com a finalização das guerras com os castelhanos e leoneses, a paz trouxe consigo o desenvolvimento da indústria, comércio e apicultura, nas povoações de uma e outra fronteira. Os Espanhóis tornaram-se nossos amigos e ajudaram muito no desenvolvimento de Miranda, que era o centro das suas transacções com Portugal.
O arcebispado de Braga, resolveu criar um bispado em Trás-os-Montes e o seu primeiro bispo foi D. Toribio Lopes honrou a vila com a categoria de cidade, sede de bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como dos militares e civis. Miranda passado alguns anos perde a sede do bispado, bem como a comarca, pois o julgado de Miranda pertenceu muitos anos à comarca de Mogadouro, e só em 1855 é que tornou a ser cabeça de comarca. A antiga correcção de Miranda compreendia duas cidades: Miranda e Bragança, seis vilas e três concelhos.

Na chegada à cidade de Miranda do Douro, fomos visitar o Museu, onde ficámos a conhecer as tradições populares e religiosas, como por exemplo, a festa dos rapazes e como se vestem e as máscaras de chocalheiro, a famosa dança dos pauliteiros e os seus trajes, o artesanato típico da gaita-de-foles, flautas, castanholas, equipamentos de ferreiro e sapateiro, rocas, cutelaria, tecelagem e o fiar linho ou lã, capas de honra e também a gastronomia única e uma variada gama de produtos regionais. Tomei conhecimento também da língua dos mirandeses, que tem uma linguagem característica. A Língua Mirandesa estava também presente no Museu, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mistura do Português com o Castelhano, esta descende directamente do latim popular. A expressão que me ficou na memória, que foi dita pela guia do Museu foi “LA NÔSSA LHÊNGUA”, que quer dizer “a nossa língua”. No caminho percorrido em Miranda, no Centro histórico da Cidade existiam placas toponímicas em todas as ruas e monumentos escritas em Mirandês.
De seguida, fomos à igreja paroquial da cidade, e ao templo de N. Sra. da Assunção, ou de Santa Maria Maior, que fica situado na parte sul da cidade, em sítio alto onde se avista o rio Douro. É um templo de três naves, fundado por D. João III para servir de catedral que, durante quase dois séculos, gozou dessa honra. A arquitectura, ainda que trabalhosa, é majestosa na parte de dentro, e em cada lado do frontispício tem uma torre maciça de cantaria, assim como é todo o edifício. No interior, é de uma grande elegância e riqueza. É espantoso o labirinto das arcarias e os pilares que sustentam a abóbada, e os seus doze altares com admiráveis obras de talha, adornados de belos quadros a óleo em tela e em madeira. As cadeiras dos cónegos, apesar de já muito danificadas, são também de notável grandiosidade.
Depois fizemos uma breve pausa para o merendeiro e convivemos um com as colegas. De seguida fomos a uma feira que estava a decorrer. Aí encontrava-se o principal comércio do concelho: o gado vacum, que constitui a famosa raça mirandesa, cereais, vinho e cortiça. Também o curtimento de couros e tecidos de saragoças e buréis. É deste pano grosseiro que se fazem em Trás-os-Montes uns célebres capotes chamados “Honras”, capas de honras de Miranda que são feitos para pessoas ilustres que visitam a terra. É uma espécie de gabão, adornado de muitos recortes, tiras e bordados, e notavelmente extravagante e muito bonitos com o qual fiquei fascinada.
Também pudemos assistir à dança dos pauliteiros que me fascinou pela velocidade que eles batem os paus. (Usam o termo paliteiros e não pauliteiros, porque é o termo que se usava ainda nos finais do século XVIII. Paliteiro vem de palo. É termo mirandês e não pauliteiro que é termo português e vem de pau.) De seguida, fomos à barragem hidroeléctrica no Douro, onde alguns colegas foram dar o passeio fluvial nas arribas do Douro. Depois de termos visitado toda a parte histórica, vi uma cidade onde se encontram grandiosos edifícios públicos e particulares, o seu Museu, entre outros. Concluí ser, também ela, História de Portugal, que nos transmite o que foi, e ainda hoje é, uma vida rústica e a cultura dos povos da Terra de Miranda, desde os tempos pré-históricos aos nossos dias.
Na vinda para casa, passámos pelo parque natural que lá existe, onde vimos também alguns jericos (burros).
Foi um dia bem aproveitado. No regresso a casa, as turmas vieram todo caminho a cantar, onde se viu união entre elas. Foi um dia para jamais esquecer.



terça-feira, 24 de março de 2009

palestra sobre adn


No dia 30 de Janeiro pelas 20.30 horas, a turma do EFA N1 assistiu à palestra “Transmissão de características genéticas do estudo de parentescos – a Matemática aplicada à Genética” onde a Drª. Nádia Pinto nos explicou alguns fundamentos de genética e a aplicação que a Matemática tem a esta área. Esta foi uma actividade enquadrada no Núcleo Gerador 7 - DR 1 da área de competências chave STC.
A Genética é um tema que nos suscita curiosidade, nomeadamente, como uma simples gota de sangue nos pode revelar tanto de uma pessoa no sentido em que a partir daí se tem acesso ao seu ADN.
O ADN é um composto orgânico que contém todas as nossas informações genéticas, desde características hereditárias a doenças genéticas. O conhecimento na área da Genética tem progredido muito e tem permitido, por exemplo, o diagnóstico e tratamento de determinadas doenças.
Ficamos a conhecer conceitos como gene, cromossoma e alelo. Aprendemos que cada ser humano tem 46 cromossomas organizados em 23 pares, sendo que um dos cromossomas de cada par nos foi transmitido pelo nosso pai e o outro pela nossa mãe. Em termos gerais ficámos a saber como é que a informação genética passa de uma geração para a seguinte.
Foram-nos explicados os cálculos subjacentes a um teste de paternidade e vimos ainda exemplos de testes de outro tipo de parentesco: irmão – irmão ou tio – sobrinho, por exemplo.
Esta palestra foi bastante enriquecedora, pois não tínhamos a noção que a Matemática era tão importante para a realização dos testes de parentescos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

EXPONOR


No dia 7 de Fevereiro realizamos uma visita de estudo à feira Internacional do Porto: “Concepta/Tempus” na Exponor. A ideia da visita surgiu no âmbito da área de competências chave CP e tinha como objectivo obtermos mais conhecimentos a nível do “Património Nacional”.
Iniciamos a visita por assistir a um colóquio sobre os arquivos. Após assistirmos à palestra, percorremos toda a feira onde visualizamos diversos stands de arte, cultura e ideias criativas e recebemos muita informação sobre as mesmas.
Não nos podemos esquecer de apontar o nosso desagrado em relação à visita, pois pensávamos que íamos ver uma feira sobre o património nacional e deparamo-nos com outro tipo de feira. Esperávamos muito mais da visita, mas no fundo esta contribuiu para um convívio diferente com as turmas.

Teatro Rivoli Do Porto

















No dia 24 de Novembro a turma N1 realizou uma visita ao teatro Rivoli do Porto, juntamente com as turmas que frequentam os mesmos cursos EFA, isto com o intuito de assistir à peça teatral “Um Violino no Telhado”, sendo esta encenada e dirigida por Filipe La Féria.
O “Um Violino no Telhado” é baseado nas histórias de Shalom Aleichem sobre os costumes dos judeus e das suas vidas na pequena cidade Russa de Anatevka, em 1905. A personagem principal é Tevye, um leiteiro pobre que tem cinco filhas, uma mulher de língua afiada e um cavalo muito preguiçoso que não tem força para puxar a carroça do leite. Apesar da sua pobreza Tevye mantém uma abordagem alegre nas questões da família, dos vizinhos e do seu Deus a quem ele invoca a razão de ele não ser rico (“Ai, se eu fosse rico?”), e a quem ele se dirige como se fosse um dos seus vizinhos, e não tanto como uma força omnipresente. A comunidade judaica desta pobre vila está assente na tradição e a revolução que se vai desencadear, irá transformar os seus valores e princípios há muito estabelecidos e que são base da estabilidade daquela comunidade, assim como, os jovens iram esquivar-se da tradição tentado assim determinar o seu próprio futuro.
Na minha opinião, “Um Violino no Telhado” fala sobretudo no impacto das mudanças sociais e políticas no meio das comunidades e das famílias, assim como as consequências dos preconceitos e da conveniência. Contudo, “Um Violino no Telhado” pretende transmitir uma mensagem forte, enquanto diverte os espectadores com as suas melodias apelativas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Encenação: Crise Mundial Financeira







A Turma N1 do Curso EFA realizou, no dia 11 de Novembro, uma peça de teatro subordinada ao tema: Crise Mundial Financeira, o texto foi elaborado por todo o grupo, com a finalidade de validar-mos o Núcleo Gerador 2 – DR-1-2-3-4 da área de competência chave CP. Este trabalho foi supervisionado pelo formador José Lopo, de CP, e formadora Margarida da Luz de CLC.



No final desta encenação, comemorou-se o S. Martinho num convívio com todos os elementos presentes.






Se tudo que existe de belo, é para partilhar com os que gostamos e com os que dão valor à amizade, a partilha, a alegria, a união, mesmo em tempo de crise, então, eu quero dar-vos a conhecer a união deste grupo, a entreajuda, a força que nos ajudou a crescer, rindo e chorando, conseguimos, essencialmente, tornarmo-nos melhores pessoas e seres mais conscientes da necessidade de ultrapassar todas as barreiras e obstáculos que fomos enfrentando no dia a dia.






Gloria Dias/Estela Morais