quarta-feira, 25 de novembro de 2009
NO REINO DE "LIBERTAS"
Através deste conto queremos demonstrar que a noção de liberdade pode ser bem diferente, consoante os valores, a educação e a sociedade, em que cada um se insere. Quando não temos conhecimento dos nossos direitos não podemos exigi-los, quando não sabemos distinguir a diferença do bem e do mal, não conseguimos responsabilizar-nos pelo que de certo ou errado fazemos. Este conto vai retratar que apesar de existir quem viva sem opção de escolha e se sujeitem àquilo que lhes oferecem, há sempre a possibilidade de lutar e tentar mudar. Vai mostrar-nos que a liberdade de cada um tem como base, acima de tudo, o respeito pelo outro, que a acção de cada um irá repercutir no outro. Assim, para vivermos bem, em comunidade, não podemos pensar e agir como reis e senhores, que apenas fazem cumprir ordens e regras, que apenas temos direitos e nunca obrigações.
O REINO DE “LIBERTAS”
Há muito, muito tempo, no reino de “Libertas”, existia um rei de seu nome “Tiranus”. Neste Reino, de rara beleza, vivia um povo trabalhador e humilde, que nunca questionava as decisões do seu Rei.
“Tiranus” era avarento, vaidoso e guloso, gostava de ostentação e riqueza.
Este rei que era muito, muito esperto, apesar da miséria em que o seu povo vivia, conseguia convencer de que o seu reino era o exemplo da harmonia, felicidade e bem-estar.
Quando visitado por outros reis, Tiranus, envaidecido exibia toda a beleza e riqueza do seu reino.
Dos muitos passeios, que o rei fazia pelo seu reino, existia um que lhe dava especial prazer, que era observar as aldeãs a ceifar. Num desses passeios, dado o fraco carácter que possuía, o rei estuprou uma jovem aldeã, Vitória, ceifando a sua pureza.
Algum tempo depois, Vitória descobriu que esperava um filho. De imediato contou a seus pais, que revoltados, não acreditaram que o filho que carregava no ventre era do rei. Envergonhados e sem saber como enfrentar o povo da aldeia expulsam-na de casa.
Completamente sozinha e desamparada, Vitoria, decide falar com o rei, pedir-lhe ajuda, sabendo no entanto do seu fraco carácter, do seu egoísmo e irresponsabilidade.
Mesmo assim, com toda a sua irresponsabilidade e egoísmo, sendo Vitoria uma jovem muito bela, o rei ponderou e entregou-lhe uma jóia valiosíssima, para que vendesse, podendo, assim, sustentar-se a si e ao seu filho, mas ordenou que abandonasse de imediato o reino e jamais regressasse.
O tempo passava e tudo corria normalmente, o rei mandava, os aldeões obedeciam, nada perturbava a aparente paz e beleza daquele reino, tudo continuava na mesma.
Até que um dia apareceu no reino “Libertas”, um jovem forasteiro de seu nome “Domus”, que conforme avançava pelo reino ia reparando na extrema pobreza em que o seu povo vivia. Este forasteiro ao deparar-se com a extrema beleza e riqueza natural, não compreendia como os aldeões poderiam viver em tamanha pobreza.
O jovem “Domus” começou a ficar indignado, ali, no mesmo reino, lados tão opostos, tanta riqueza e ao mesmo tempo tanta pobreza e um povo que vivia tão oprimido.
Nessa mesma noite, Domus juntou-se aos aldeões na taberna da aldeia e questionou-os sobre a forma de vida que levavam. À medida que a noite e a conversa avançavam, os aldeões tomaram conhecimento de que noutros reinos não se vivia tamanha pobreza e opressão. Passadas algumas noites na taberna junto com o jovem Domus, os aldeões perceberam que tinham que fazer algo e lutar pela sua liberdade.
Entretanto foi chegando aos ouvidos do rei, rumores, de que havia chegado um forasteiro ao reino que conspirava contra si e questionava os seus métodos de governar.
O rei, irado, ordenou aos seus guardas a prisão do forasteiro.
O povo, que já estava revoltado com o seu rei, organizou uma rebelião para soltar o jovem Domus.
O rei, completamente possesso, resolveu fazer do jovem um exemplo e ordenou que fosse executado em público.
No dia da execução, o povo que finalmente tinha percebido o quanto o rei era tirano e sem sequer questionar o que lhes poderia acontecer, uniu-se para salvar aquele que lhes tinha aberto novos horizontes.
Conseguindo os seus intentos, o povo libertou o jovem e completamente enraivecido tentou linchar o rei. O jovem de imediato se impôs perante a multidão, não permitiu que fizessem mal ao rei e gritou:
Domus:
– Parem, Parem! Pois se continuardes sereis tão tiranos quanto ele!
O rei, surpreendido com tamanha clemência, olhou-o nos olhos e questionou-o:
– Afinal quem és tu, que tens a audácia de desafiar-me, colocando o meu povo contra mim?
Domus:
– Cala-te rei tirano! Como ousas tratar como teu algo que não te pertence?
Rei:
– Meu povo, sim. Pois sou eu que o sustento e o protejo.
Domus:
– Chamas proteger, expulsar uma mulher que tu usaste a teu belo prazer, e quando se tornou um estorvo e um incómodo, tentaste comprar e expulsas-te deste reino?
Rei:
– Que dizes tu?
Domus retirando a jóia que o rei havia dado a sua mãe e exibindo-a:
– Reconheces?
Rei, atónito:
- Mas… Como é possível? Essa jóia…
Domus:
– Esta jóia foi a que deste a minha mãe para se ir embora deste reino e nunca mais voltar!
O povo ao perceber que aquele jovem, em quem depositaram tanta confiança, era afinal filho bastardo do rei Tiranus, recuou indignado. Pensaram, então, que Domus apenas os tinha usado para se vingar do rei, seu pai.
O jovem dirige-se ao povo e diz: - Não, eu não sou igual a meu pai. Não fui criado com ele, mas sim com pessoas de bem, que me ensinaram a distinguir o bem do mal, o certo do errado. Deram-me liberdade de escolher, e me responsabilizar por todos os meus actos, sem ferir ou prejudicar ninguém.
Povo:
– Como poderemos acreditar em ti?
Domus:
– Não peço que acreditem em mim! Apenas vos peço que sejam responsáveis e conscientes daquilo que podem ser e fazer com a vossa liberdade! Pois, prometi a minha mãe lutar para que o seu povo, que um dia a viu partir, não mais vivesse oprimido e na miséria nas mãos de um rei tirano.
Domus conseguiu conquistar a confiança do povo de Libertas, e foi eleito líder daquele reino, que deixou de ser governado por um rei e senhor, que manda e desmanda sem prestar contas a ninguém. Domus fez o povo perceber, a necessidade de existirem regras e obrigações, sem no entanto cada um deixar de usufruir de direitos ou regalias. Domus fez o povo perceber, que todos eram um só, com um mesmo objectivo, o de cuidar e zelar por aquele reino, que era nada mais nada menos que a casa deles.
E foi assim no novo reino de “Libertas”… e o seu povo nunca esqueceu que:
“ Não fazemos o que queremos, no entanto somos responsáveis pelo que somos.” – este foi o seu lema.
Autores:
Elisabete Gonçalves
Madalena Dias
Andreia Cruz
Maristela Morais
Cristiana Cruz
Laurentina Barbosa
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Alimentos transgénicos / Agricultura biológica
Destacam-se a não utilização de adubos artificiais, melhoria da fertilidade dos solos, a biodiversidade e um melhor uso dos recursos hídricos.
A agricultura biológica visa essencialmente, a obtenção de alimentos de qualidade, a melhoria e preservação do ambiente, a valorização dos recursos locais e a dignificação do agricultor, traduzindo-se tudo isto num empreendimento para uma vida mais saudável a nível mundial.
Em relação aos alimentos transgénicos, embora haja aspectos positivos como, o aumento na produção de alimentos, a alteração do valor nutricional dos alimentos, o desenvolvimento de espécies com características desejáveis e a maior resistência dos alimentos ao armazenamento por períodos maiores, prevalecem no entanto os aspectos negativos como o aumento dos sintomas de alergia, maior resistência a agro tóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais, o aparecimento de novos vírus, a eliminação de populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas, o empobrecimento da biodiversidade, o desenvolvimento de ervas daninhas muito resistentes que podem causar novas doenças e o desequilíbrio da natureza, o desconhecimento das consequências da utilização dos alimentos geneticamente alterados a longo prazo.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Debate Educacional: "A Internet: Perigosa ou Segura, a Escolha é Tua!"
“ A Internet: Perigosa ou Segura, a Escolha é Tua!”, foi o tema do debate realizado no dia 17 de Abril no CTIMM, que contou com a participação de encarregados de educação, professores e comunidade escolar.
A Internet é algo de extraordinário e positivo, abriu-nos as portas à informação, comunicação e a um sem número de serviços que jamais os nossos antepassados sonhariam ter. No entanto, quando algo de tão extraordinário surge, e devido ao fácil acesso que todos podemos ter, é óbvio que surjam também coisas negativas. Algumas sem importância relevante, outras que podem ser muito graves, devendo portanto requerer alguns cuidados. Quando se trata de crianças e jovens é importante o papel dos pais e professores, de forma a alertar sobre o que é perigoso ou ilegal.
Neste debate alguns dos perigos mencionados foram:
- O visionamento de material impróprio, como por exemplo: pornografia;
- A violação de privacidade;
- O incentivo à violência e ao ódio;
- A violação da lei;
- Drogas;
- Encontros online com pessoas desconhecidas e pouco recomendáveis.
Uma forma de minimizar estes perigos, foi aconselhado neste debate, é que os pais comecem por conversar abertamente com os filhos, alertando-os sobre os aspectos negativos da Internet. Ficou, no entanto, também focado quanto à dificuldade dos pais abordarem este assunto, dado muitos deles não terem qualquer conhecimento e domínio sobre o mesmo. Orientar é certamente o melhor caminho ao invés de proibir, daí ser importante também o papel dos professores, que em complemento com os pais, poderão ensinar as crianças e adolescentes, na medida do possível, a lidar com determinadas situações com que se deparem. É também aconselhável que o computador, nas nossas casas, não fique em locais considerados de privacidade, como por exemplo, no quarto, é mais adequado e seguro que fique em lugares comuns a toda a família e com o ecrã à vista de todos.
Foram aqui escutados alguns depoimentos de crianças e adolescentes, que de uma forma geral, estavam conscientes dos perigos da Internet, e que esta só seria insegura ou perigosa se assim o quisessem.
Devemos, então, estar conscientes dos riscos e estar minimamente informados de como os prevenir ou minimizar, orientando as actividades das crianças e adolescentes na Internet, uma vez que estão particularmente em risco e utilizam o computador, indiscriminadamente, sem qualquer supervisão familiar.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Palestra –“ Conservação e Preservação do Património”
Dr.ª Carla – Arquivo Histórico Municipal
Dr.ª Sónia – Reitoria da Universidade do Porto
No dia 6 de Março de 2009, no âmbito do Núcleo Gerador 5 (Dr4), da área de CP, tivemos oportunidade de participar numa palestra sobre a conservação e preservação do património.
Nesta palestra, tomamos conhecimento quanto ao conceito e objectivos da conservação de documentos. Foram-nos dados alguns exemplos de cuidados a ter com o manuseamento dos documentos, a fim de se evitar a sua deterioração.
Ficamos a perceber que, a digitalização dos documentos facilita a sua consulta e evita que os mesmos, em suporte de papel, sejam deteriorados. No entanto, sua prova existencial passa sempre pelo documento em si.
Foi-nos dado a conhecer que o Arquivo Histórico do Porto existe desde 1980, o qual veio suceder o Gabinete de História da Cidade. Ele tem como objectivo conservar a documentação, de carácter histórico, produzida pela autarquia portuense. Podemos encontrar aqui, também, arquivos de origem privada e colecções.
Neste Arquivo podemos contar com vários serviços, tais como:
- Leitura e Informação
- Reprografia
- Conservação e Restauro
- Extensão cultural e educativa
Esta palestra, foi interessante, com ela ficamos a perceber a importância do conservar e preservar, já que, é a única maneira de mantermos vivo as memórias do passado.
Tertulia - "A Eutanásia"
Para a preparação desta tertúlia, decidimos visionar o filme “Mar Adentro”, cuja história retrata a vida do marinheiro Ramon Sampedro, que depois de um acidente no mar fica tetraplégico e luta durante 28 anos pelo direito à eutanásia.
Depois dos trabalhos de bastidores, ou seja, pesquisas sobre o tema, elaboração de perguntas para os convidados e toda a preparação técnica, chegou finalmente o dia da nossa tertúlia.
Começamos por fazer as apresentações, e de seguida projectamos um pequeno excerto do filme “Mar Adentro”. Projectamos também algumas frases pronunciadas por Ramon Sampedro, aquelas que entendemos ter um significado mais profundo, aquelas que melhor retratavam o estado de espírito da personagem.
Feita a introdução deu-se início ao debate, convenientemente moderado pelas formandas, Laurentina e Deolinda. As questões foram colocadas e comentadas, gerando alguma discordância entre os participantes. Alguns deles demonstraram uma posição bem definida, a favor da eutanásia, outros, a maioria, acabavam por divergir dependendo da posição ocupada ou da pessoa que é atingida.
Entre outras, foram comentadas as frases “a vida assim não é digna para mim” e “ a vida é um direito, não uma obrigação”. Dada a necessidade do Homem satisfazer as suas necessidades mais básicas, o medo de ser um estorvo ou a revolta e vontade de dizer não ao novo estado, leva a pessoa a pedir o direito a morrer com dignidade.
Mas… a morte será digna?
E viver? É um direito, não uma obrigação?
E aquelas pessoas que não vivem com dignidade, vivem em sofrimento, não sendo, contudo, doentes terminais ou dependentes de terceiros e têm vontade de morrer?
Terá o Homem direito a decidir sobre a vida e a morte?



sexta-feira, 8 de maio de 2009
Visita a Miranda do Douro
Na chegada à cidade de Miranda do Douro, fomos visitar o Museu, onde ficámos a conhecer as tradições populares e religiosas, como por exemplo, a festa dos rapazes e como se vestem e as máscaras de chocalheiro, a famosa dança dos pauliteiros e os seus trajes, o artesanato típico da gaita-de-foles, flautas, castanholas, equipamentos de ferreiro e sapateiro, rocas, cutelaria, tecelagem e o fiar linho ou lã, capas de honra e também a gastronomia única e uma variada gama de produtos regionais. Tomei conhecimento também da língua dos mirandeses, que tem uma linguagem característica. A Língua Mirandesa estava também presente no Museu, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mistura do Português com o Castelhano, esta descende directamente do latim popular. A expressão que me ficou na memória, que foi dita pela guia do Museu foi “LA NÔSSA LHÊNGUA”, que quer dizer “a nossa língua”. No caminho percorrido em Miranda, no Centro histórico da Cidade existiam placas toponímicas em todas as ruas e monumentos escritas em Mirandês.
terça-feira, 24 de março de 2009
palestra sobre adn
A Genética é um tema que nos suscita curiosidade, nomeadamente, como uma simples gota de sangue nos pode revelar tanto de uma pessoa no sentido em que a partir daí se tem acesso ao seu ADN.
O ADN é um composto orgânico que contém todas as nossas informações genéticas, desde características hereditárias a doenças genéticas. O conhecimento na área da Genética tem progredido muito e tem permitido, por exemplo, o diagnóstico e tratamento de determinadas doenças.
Ficamos a conhecer conceitos como gene, cromossoma e alelo. Aprendemos que cada ser humano tem 46 cromossomas organizados em 23 pares, sendo que um dos cromossomas de cada par nos foi transmitido pelo nosso pai e o outro pela nossa mãe. Em termos gerais ficámos a saber como é que a informação genética passa de uma geração para a seguinte.
Foram-nos explicados os cálculos subjacentes a um teste de paternidade e vimos ainda exemplos de testes de outro tipo de parentesco: irmão – irmão ou tio – sobrinho, por exemplo.
Esta palestra foi bastante enriquecedora, pois não tínhamos a noção que a Matemática era tão importante para a realização dos testes de parentescos.
segunda-feira, 9 de março de 2009
EXPONOR
Iniciamos a visita por assistir a um colóquio sobre os arquivos. Após assistirmos à palestra, percorremos toda a feira onde visualizamos diversos stands de arte, cultura e ideias criativas e recebemos muita informação sobre as mesmas.
Não nos podemos esquecer de apontar o nosso desagrado em relação à visita, pois pensávamos que íamos ver uma feira sobre o património nacional e deparamo-nos com outro tipo de feira. Esperávamos muito mais da visita, mas no fundo esta contribuiu para um convívio diferente com as turmas.
Teatro Rivoli Do Porto

No dia 24 de Novembro a turma N1 realizou uma visita ao teatro Rivoli do Porto, juntamente com as turmas qu
e frequentam os mesmos cursos EFA, isto com o intuito de assistir à peça teatral “Um Violino no Telhado”, sendo esta encenada e dirigida por Filipe La Féria.O “Um Violino no Telhado” é baseado nas histórias de Shalom Aleichem sobre os costumes dos judeus e das suas vidas na pequena cidade Russa de Anatevka, em 1905. A personagem principal é Tevye, um leiteiro pobre que tem cinco filhas, uma mulher de língua afiada e um cavalo muito preguiçoso que não tem força para puxar a carroça do leite. Apesar da sua pobreza Tevye mantém uma abordagem alegre nas questões da família, dos vizinhos e do seu Deus a quem ele invoca a razão de ele não ser rico (“Ai, se eu fosse rico?”), e a quem ele se dirige como se fosse um dos seus vizinhos, e não tanto como uma força omnipresente. A comunidade judaica desta pobre vila está assente na tradição e a revolução que se vai desencadear, irá transformar os seus valores e princípios há muito estabelecidos e que são base da estabilidade daquela comunidade, assim como, os jovens iram esquivar-se da tradição tentado assim determinar o seu próprio futuro.
Na minha opinião, “Um Violino no Telhado” fala sobretudo no impacto das mudanças sociais e políticas no
meio das comunidades e das famílias, assim como as consequências dos preconceitos e da conveniência. Contudo, “Um Violino no Telhado” pretende transmitir uma mensagem forte, enquanto diverte os espectadores com as suas melodias apelativas.