segunda-feira, 10 de maio de 2010

SAUDADES......................

Quando pensei em retomar o caminho que à muito tinha deixado para traz, o de estudar e concluir o 12º ano, nunca imaginei as dificuldades que iria encontrar. Conciliar o trabalho, a vida familiar e a escola foi uma etapa muito difícil de ultrapassar. O desejo de missão cumprida, o mais rapidamente possível, era enorme. O desejo de voltar a dar a devida atenção à família era maior. Contra ventos e marés, lá foi concluída a tarefa a que me propus.

E a agora? Passou tão pouco tempo e eu já sinto a falta do corre-corre, da tagarelice, do chá, e principalmente da companhia daquelas que me fizeram despertar e sair da rotina. Sim estou a falar de ti…

Deolinda, que tens um coração enorme, sempre pronta a ajudar, sempre disponível ou com uma lição para dar…

Elisabete, a que todos chamam de terrorista, mas, eu sei que tu não és… és a amiga leal e sempre preocupada…

Cecília, mãos de fada…

Fernanda, a que me fazia rir como ninguém…

Sónia, a baixinha resmungona…

Maristela, a guerreira…

Cristiana, de voz doce e meiga…

Andreia, a mascote fofinha…

Madalena, a durona com coração de manteiga…

Ana, dos olhos doces…

Célia, a respondona…

Júlia, a descontraída…

Glória, a bailarina…

Prometam-me que isto não é o fim, mas o início de uma amizade… Vocês não sei, mas a mim fazem-me falta. Obrigada por tudo… a vocês colegas e a todos os professores.
Um grande Beijinho!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NO REINO DE "LIBERTAS"

No âmbito do núcleo Gerador “Direitos e Deveres”, do DR1 “Liberdade e Responsabilidade Pessoal”, da área de CP, foi-nos proposto, em grupo, que redigíssemos um conto relacionado com o tema.

Através deste conto queremos demonstrar que a noção de liberdade pode ser bem diferente, consoante os valores, a educação e a sociedade, em que cada um se insere. Quando não temos conhecimento dos nossos direitos não podemos exigi-los, quando não sabemos distinguir a diferença do bem e do mal, não conseguimos responsabilizar-nos pelo que de certo ou errado fazemos. Este conto vai retratar que apesar de existir quem viva sem opção de escolha e se sujeitem àquilo que lhes oferecem, há sempre a possibilidade de lutar e tentar mudar. Vai mostrar-nos que a liberdade de cada um tem como base, acima de tudo, o respeito pelo outro, que a acção de cada um irá repercutir no outro. Assim, para vivermos bem, em comunidade, não podemos pensar e agir como reis e senhores, que apenas fazem cumprir ordens e regras, que apenas temos direitos e nunca obrigações.





O REINO DE “LIBERTAS”

Há muito, muito tempo, no reino de “Libertas”, existia um rei de seu nome “Tiranus”. Neste Reino, de rara beleza, vivia um povo trabalhador e humilde, que nunca questionava as decisões do seu Rei.

“Tiranus” era avarento, vaidoso e guloso, gostava de ostentação e riqueza.

Este rei que era muito, muito esperto, apesar da miséria em que o seu povo vivia, conseguia convencer de que o seu reino era o exemplo da harmonia, felicidade e bem-estar.

Quando visitado por outros reis, Tiranus, envaidecido exibia toda a beleza e riqueza do seu reino.

Dos muitos passeios, que o rei fazia pelo seu reino, existia um que lhe dava especial prazer, que era observar as aldeãs a ceifar. Num desses passeios, dado o fraco carácter que possuía, o rei estuprou uma jovem aldeã, Vitória, ceifando a sua pureza.

Algum tempo depois, Vitória descobriu que esperava um filho. De imediato contou a seus pais, que revoltados, não acreditaram que o filho que carregava no ventre era do rei. Envergonhados e sem saber como enfrentar o povo da aldeia expulsam-na de casa.

Completamente sozinha e desamparada, Vitoria, decide falar com o rei, pedir-lhe ajuda, sabendo no entanto do seu fraco carácter, do seu egoísmo e irresponsabilidade.

Mesmo assim, com toda a sua irresponsabilidade e egoísmo, sendo Vitoria uma jovem muito bela, o rei ponderou e entregou-lhe uma jóia valiosíssima, para que vendesse, podendo, assim, sustentar-se a si e ao seu filho, mas ordenou que abandonasse de imediato o reino e jamais regressasse.

O tempo passava e tudo corria normalmente, o rei mandava, os aldeões obedeciam, nada perturbava a aparente paz e beleza daquele reino, tudo continuava na mesma.

Até que um dia apareceu no reino “Libertas”, um jovem forasteiro de seu nome “Domus”, que conforme avançava pelo reino ia reparando na extrema pobreza em que o seu povo vivia. Este forasteiro ao deparar-se com a extrema beleza e riqueza natural, não compreendia como os aldeões poderiam viver em tamanha pobreza.

O jovem “Domus” começou a ficar indignado, ali, no mesmo reino, lados tão opostos, tanta riqueza e ao mesmo tempo tanta pobreza e um povo que vivia tão oprimido.

Nessa mesma noite, Domus juntou-se aos aldeões na taberna da aldeia e questionou-os sobre a forma de vida que levavam. À medida que a noite e a conversa avançavam, os aldeões tomaram conhecimento de que noutros reinos não se vivia tamanha pobreza e opressão. Passadas algumas noites na taberna junto com o jovem Domus, os aldeões perceberam que tinham que fazer algo e lutar pela sua liberdade.

Entretanto foi chegando aos ouvidos do rei, rumores, de que havia chegado um forasteiro ao reino que conspirava contra si e questionava os seus métodos de governar.

O rei, irado, ordenou aos seus guardas a prisão do forasteiro.

O povo, que já estava revoltado com o seu rei, organizou uma rebelião para soltar o jovem Domus.

O rei, completamente possesso, resolveu fazer do jovem um exemplo e ordenou que fosse executado em público.

No dia da execução, o povo que finalmente tinha percebido o quanto o rei era tirano e sem sequer questionar o que lhes poderia acontecer, uniu-se para salvar aquele que lhes tinha aberto novos horizontes.


Conseguindo os seus intentos, o povo libertou o jovem e completamente enraivecido tentou linchar o rei. O jovem de imediato se impôs perante a multidão, não permitiu que fizessem mal ao rei e gritou:

Domus:
– Parem, Parem! Pois se continuardes sereis tão tiranos quanto ele!

O rei, surpreendido com tamanha clemência, olhou-o nos olhos e questionou-o:
– Afinal quem és tu, que tens a audácia de desafiar-me, colocando o meu povo contra mim?

Domus:
– Cala-te rei tirano! Como ousas tratar como teu algo que não te pertence?

Rei:
– Meu povo, sim. Pois sou eu que o sustento e o protejo.

Domus:
– Chamas proteger, expulsar uma mulher que tu usaste a teu belo prazer, e quando se tornou um estorvo e um incómodo, tentaste comprar e expulsas-te deste reino?

Rei:
– Que dizes tu?

Domus retirando a jóia que o rei havia dado a sua mãe e exibindo-a:
– Reconheces?

Rei, atónito:
- Mas… Como é possível? Essa jóia…

Domus:
– Esta jóia foi a que deste a minha mãe para se ir embora deste reino e nunca mais voltar!

O povo ao perceber que aquele jovem, em quem depositaram tanta confiança, era afinal filho bastardo do rei Tiranus, recuou indignado. Pensaram, então, que Domus apenas os tinha usado para se vingar do rei, seu pai.

O jovem dirige-se ao povo e diz: - Não, eu não sou igual a meu pai. Não fui criado com ele, mas sim com pessoas de bem, que me ensinaram a distinguir o bem do mal, o certo do errado. Deram-me liberdade de escolher, e me responsabilizar por todos os meus actos, sem ferir ou prejudicar ninguém.

Povo:
– Como poderemos acreditar em ti?

Domus:
– Não peço que acreditem em mim! Apenas vos peço que sejam responsáveis e conscientes daquilo que podem ser e fazer com a vossa liberdade! Pois, prometi a minha mãe lutar para que o seu povo, que um dia a viu partir, não mais vivesse oprimido e na miséria nas mãos de um rei tirano.

Domus conseguiu conquistar a confiança do povo de Libertas, e foi eleito líder daquele reino, que deixou de ser governado por um rei e senhor, que manda e desmanda sem prestar contas a ninguém. Domus fez o povo perceber, a necessidade de existirem regras e obrigações, sem no entanto cada um deixar de usufruir de direitos ou regalias. Domus fez o povo perceber, que todos eram um só, com um mesmo objectivo, o de cuidar e zelar por aquele reino, que era nada mais nada menos que a casa deles.

E foi assim no novo reino de “Libertas”… e o seu povo nunca esqueceu que:

“ Não fazemos o que queremos, no entanto somos responsáveis pelo que somos.” – este foi o seu lema.


Autores:

Elisabete Gonçalves
Madalena Dias
Andreia Cruz
Maristela Morais
Cristiana Cruz
Laurentina Barbosa

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alimentos transgénicos / Agricultura biológica

No dia 7 de Julho tivemos a apresentação da palestra “Alimentos transgénicos/Agricultura biológica”, pela Dr.ª Sofia Lobo da Fundação Biológic@, que nos explicou as vantagens da agricultura biológica.
Destacam-se a não utilização de adubos artificiais, melhoria da fertilidade dos solos, a biodiversidade e um melhor uso dos recursos hídricos.
A agricultura biológica visa essencialmente, a obtenção de alimentos de qualidade, a melhoria e preservação do ambiente, a valorização dos recursos locais e a dignificação do agricultor, traduzindo-se tudo isto num empreendimento para uma vida mais saudável a nível mundial.
Em relação aos alimentos transgénicos, embora haja aspectos positivos como, o aumento na produção de alimentos, a alteração do valor nutricional dos alimentos, o desenvolvimento de espécies com características desejáveis e a maior resistência dos alimentos ao armazenamento por períodos maiores, prevalecem no entanto os aspectos negativos como o aumento dos sintomas de alergia, maior resistência a agro tóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais, o aparecimento de novos vírus, a eliminação de populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas, o empobrecimento da biodiversidade, o desenvolvimento de ervas daninhas muito resistentes que podem causar novas doenças e o desequilíbrio da natureza, o desconhecimento das consequências da utilização dos alimentos geneticamente alterados a longo prazo.